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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Orquestra sinfônica Brasileira

Finalmente, parece que o bom senso está imperando.
Os 32 músicos demitidos da OSB foram chamados de volta. O presidente da Fundação OSB, Eleazar de Carvalho Filho, recuou e enviou a cada um uma carta chamando-os a "salvar uma grande instituição." O tratamento dispensado pela FOSB aos músicos já levou artistas como o pianista Nelson Freire e a bailarina Ana Botafogo a cancelarem participações em concertos previamente marcados. A repercussão no exterior é péssima, com músicos e maestros se solidarizando com os demitidos. Alguns músicos interpretaram o aceno do presidente como um temor pela perda de patrocínios: são mantenedoras a Vale, o BNDES e a Prefeitura do Rio.
Isso é o que acontece quando burocratas que, não sei como, se infiltram no meio artístico e começam a querer tratá-lo como metalúrgicas. Artistas não são como operários.
Os músicos foram demitidos porque alguns, depois de mais de 15 anos de trabalho na instituição, foram chamados para uma prova de competência. Não só se recusaram, como receberam apoio de artistas do mundo todo. A tentativa de intimidação que funcionaria muito bem numa empresa qualquer, não deu certo na orquestra e os músicos simplesmente disseram "vão catar coquinhos". E como bons músicos não são encontrados por aí em qualquer esquina, o jeito foi chamar todo o mundo de volta e pedir que reconsiderem, para que a Orquestra Sinfônica Brasileira não acabe.

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