O gênio das cores
Um amigo, às voltas com uma decisão sobre "de que cor pintar sua casa", fez-me sugerir, divertidamente, que ele se inspirasse em Kandinsky. Ele entendeu imediatamente a brincadeira, e comentou que duvidava que alguém tivesse coragem de fazer algo semelhante. Isso me fez pensar: Naquela época, início do século XX, a cada dia surgia uma nova escola artística. Os movimentos se sucediam com extrema rapidez, manifestos eram publicados em jornais e grupos de artistas afeitos a uma ou outra tendência se reuniam e planejavam o futuro da arte. Kandinsky foi, sem dúvida naquele momento, creio, o mais genial. Tá bom, havia outros. Mas ele teve muito peito para fazer o que fez. A pintura dele é, no mínimo, para a época, ousada.
Kandinsky
Não há como negar que ele foi o grande gênio das cores. Um abstracionismo agradável, cheio de informações e luminosidades. Eis aí, um pintor original. E corajoso. Apaixonou-se por uma aluna sua da escola Die Phalanx, tornaram-se amantes, coisa que hoje seria punida com prisão, talvez, e então, a vida de ambos mudou. Dois talentos incríveis, um fazendo o outro crescer mais e mais. Ele foi, sem dúvida, o grande mestre dela.
Gabriele Munter - winds and clouds
Embora com inspirações diferentes, é fácil perceber na obra dela a influência dele.
Entenderam agora, porque sugeri ao meu amigo que se inspirasse em Kandinsky? Já pensaram? Uma casa pintada a la Kandinsky? Que loucura?


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