Ederson Marcondes - Artes
Comentários e estudos sobre artes plásticas, música e literatura
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segunda-feira, 1 de junho de 2015
terça-feira, 12 de abril de 2011
Cybr art
As artes se reinventam de tempos em tempos. Novos materiais, novos conceitos, novas ideias.
Fui à exposição Cyber art de Zaven Paré, no espaço cultural da Caixa Econômica e gostei muito do que vi. Algumas peças devem ser ligadas a tomadas, outras não, mas, não importa. Em todas as peças do artista ficou claro que é isso exatamente o que ele é: um artista. Alguem com conteúdo, e que sabe expressar suas ideias através da arte; da escultura, do desenho, da vídeo instalação, de forma clara e sem rodeios. Há muito tempo eu buscava algo realmente interessante nessa área. Acho que encontrei.
Então, para quem quer se atualizar com novos nomes da arte contemporânea, sugiro guardar esse: Zaven Paré.
O estômago de Emma - Zaven Paré 2009
Fui à exposição Cyber art de Zaven Paré, no espaço cultural da Caixa Econômica e gostei muito do que vi. Algumas peças devem ser ligadas a tomadas, outras não, mas, não importa. Em todas as peças do artista ficou claro que é isso exatamente o que ele é: um artista. Alguem com conteúdo, e que sabe expressar suas ideias através da arte; da escultura, do desenho, da vídeo instalação, de forma clara e sem rodeios. Há muito tempo eu buscava algo realmente interessante nessa área. Acho que encontrei.
Então, para quem quer se atualizar com novos nomes da arte contemporânea, sugiro guardar esse: Zaven Paré.
O estômago de Emma - Zaven Paré 2009
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Orquestra sinfônica Brasileira
Finalmente, parece que o bom senso está imperando.
Os 32 músicos demitidos da OSB foram chamados de volta. O presidente da Fundação OSB, Eleazar de Carvalho Filho, recuou e enviou a cada um uma carta chamando-os a "salvar uma grande instituição." O tratamento dispensado pela FOSB aos músicos já levou artistas como o pianista Nelson Freire e a bailarina Ana Botafogo a cancelarem participações em concertos previamente marcados. A repercussão no exterior é péssima, com músicos e maestros se solidarizando com os demitidos. Alguns músicos interpretaram o aceno do presidente como um temor pela perda de patrocínios: são mantenedoras a Vale, o BNDES e a Prefeitura do Rio.
Isso é o que acontece quando burocratas que, não sei como, se infiltram no meio artístico e começam a querer tratá-lo como metalúrgicas. Artistas não são como operários.
Os músicos foram demitidos porque alguns, depois de mais de 15 anos de trabalho na instituição, foram chamados para uma prova de competência. Não só se recusaram, como receberam apoio de artistas do mundo todo. A tentativa de intimidação que funcionaria muito bem numa empresa qualquer, não deu certo na orquestra e os músicos simplesmente disseram "vão catar coquinhos". E como bons músicos não são encontrados por aí em qualquer esquina, o jeito foi chamar todo o mundo de volta e pedir que reconsiderem, para que a Orquestra Sinfônica Brasileira não acabe.
Os 32 músicos demitidos da OSB foram chamados de volta. O presidente da Fundação OSB, Eleazar de Carvalho Filho, recuou e enviou a cada um uma carta chamando-os a "salvar uma grande instituição." O tratamento dispensado pela FOSB aos músicos já levou artistas como o pianista Nelson Freire e a bailarina Ana Botafogo a cancelarem participações em concertos previamente marcados. A repercussão no exterior é péssima, com músicos e maestros se solidarizando com os demitidos. Alguns músicos interpretaram o aceno do presidente como um temor pela perda de patrocínios: são mantenedoras a Vale, o BNDES e a Prefeitura do Rio.
Isso é o que acontece quando burocratas que, não sei como, se infiltram no meio artístico e começam a querer tratá-lo como metalúrgicas. Artistas não são como operários.
Os músicos foram demitidos porque alguns, depois de mais de 15 anos de trabalho na instituição, foram chamados para uma prova de competência. Não só se recusaram, como receberam apoio de artistas do mundo todo. A tentativa de intimidação que funcionaria muito bem numa empresa qualquer, não deu certo na orquestra e os músicos simplesmente disseram "vão catar coquinhos". E como bons músicos não são encontrados por aí em qualquer esquina, o jeito foi chamar todo o mundo de volta e pedir que reconsiderem, para que a Orquestra Sinfônica Brasileira não acabe.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Ai Wei Wei
ATENÇÃO!
Ontem foi preso na China o artista plástico Ai Wei Wei, um dos expoentes da arte contemporânea.
Ontem foi preso na China o artista plástico Ai Wei Wei, um dos expoentes da arte contemporânea.
terça-feira, 29 de março de 2011
Bienal do Mercosul
No dia 9 de Setembro começará 8ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre. O curador será o colombiano José Roca. A edição deste ano vai homenagear o chileno Eugenio Dittborn, e o título será: Ensaios de Geopoética. Os artistas que participarão serão anunciados em Maio.
Dittfaces- Eugenio Ditborn
Dittfaces- Eugenio Ditborn
terça-feira, 22 de março de 2011
Mondrian
Já comentei aqui sobre a genialidade e, principalmente, a coragem dos primeiros abstracionistas. Em particular Kandinski, aquele que podemos chamar de pai (e mãe) do abstracionismo. Hoje ainda, quando as pessoas se deparam com uma obra não figurativa ficam um pouco chocadas, outras perplexas, e sempre tem algum engraçadinho que diz: isso daí eu também sei fazer. E se é assim ainda hoje,já pensaram o que as pessoas disseram em 1910, quando Kandinski apresentou a sua "improvisação 28"?
O abstracionismo não se impôs porque os catedráticos em arte, porque os doutores o reconheceram. Foi na marra. Foi ao longo dos anos, quando as velhas cabeças se foram (literalmente)e as novas entenderam que o que viam na tela nada mais era senão um momento da alma do artista. E se Kandinski deu o primeiro tapa, Mondrian chutou a bunda de todo o mundo.
Mondrian - composição em amarelo, vermelho, azul e preto 1921
O abstracionismo não se impôs porque os catedráticos em arte, porque os doutores o reconheceram. Foi na marra. Foi ao longo dos anos, quando as velhas cabeças se foram (literalmente)e as novas entenderam que o que viam na tela nada mais era senão um momento da alma do artista. E se Kandinski deu o primeiro tapa, Mondrian chutou a bunda de todo o mundo.
Mondrian - composição em amarelo, vermelho, azul e preto 1921
quarta-feira, 2 de março de 2011
Máquina de menstruar
Parece que 2011 será o ano das notícias curiosas. Vocês lembram que durante todo o ano passado discuti aqui no BLOG sobre os rumos que a arte vem tomando e até, vocês lembram, contestando algumas obras.
Aqui vai uma boa e que cabe - muita - reflexão:
A artista plástica Hiromi Ozaqui, já tinha feito sucesso com o seu "pênis cibernético". Agora ela lançou a máquina de menstruar. Eu sei que muitos que lêem o blog não estão muito familiarizados com o mundo das artes, então vou explicar do que se trata:
O pênis cibernético é uma máquina que imita um pênis, para as mulheres usarem (no bom sentido) e sentirem o que um homem sente quando tem uma ereção. A safada da maquininha não pode ver uma bunda que já reage.
A máquina de menstruar, é um aparelho para os homens colocarem na cintura e sentirem tudo - eu disse TUDO - o que uma mulher sente quando menstrua; desde cólicas insuportáveis até o sangue escorrendo pela perna. São vários dispositivos eletrônicos que atuam durante cinco dias. O sangue (artificial) fica armazenado num dispositivo que o libera em determinados intervalos e as cólicas são uma gentileza de dispositivos que aplicam cargas elétricas na pelvis, e, segundo especialistas, simulam com perfeição uma bela e dolorida cólica menstrual. Tem até um vídeo no YOUTUBE http://www.youtube.com/watch?v=gnb-rdGbm6s&feature=player_embedded
A ideia é fazer homens e mulheres sentirem um o que o outro sente.
Estes trabalhos são o que hoje se chama "arte cibernética", onde a ciência é a maior parceira. Trata-se de máquinas cheias de eletrodos e dispositivos de alta tecnologia.
E tudo isso, dizem, é arte.
Aqui vai uma boa e que cabe - muita - reflexão:
A artista plástica Hiromi Ozaqui, já tinha feito sucesso com o seu "pênis cibernético". Agora ela lançou a máquina de menstruar. Eu sei que muitos que lêem o blog não estão muito familiarizados com o mundo das artes, então vou explicar do que se trata:
O pênis cibernético é uma máquina que imita um pênis, para as mulheres usarem (no bom sentido) e sentirem o que um homem sente quando tem uma ereção. A safada da maquininha não pode ver uma bunda que já reage.
A máquina de menstruar, é um aparelho para os homens colocarem na cintura e sentirem tudo - eu disse TUDO - o que uma mulher sente quando menstrua; desde cólicas insuportáveis até o sangue escorrendo pela perna. São vários dispositivos eletrônicos que atuam durante cinco dias. O sangue (artificial) fica armazenado num dispositivo que o libera em determinados intervalos e as cólicas são uma gentileza de dispositivos que aplicam cargas elétricas na pelvis, e, segundo especialistas, simulam com perfeição uma bela e dolorida cólica menstrual. Tem até um vídeo no YOUTUBE http://www.youtube.com/watch?v=gnb-rdGbm6s&feature=player_embedded
A ideia é fazer homens e mulheres sentirem um o que o outro sente.
Estes trabalhos são o que hoje se chama "arte cibernética", onde a ciência é a maior parceira. Trata-se de máquinas cheias de eletrodos e dispositivos de alta tecnologia.
E tudo isso, dizem, é arte.
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